Análise: O Conselho das Sete Torres
Negociação sem contratos vinculantes em sete disputas simultâneas. Excelente com o grupo certo, desastroso com o grupo errado.
O Conselho das Sete Torres é o jogo mais divisivo da nossa prateleira. Metade de quem experimenta na loja compra na mesma tarde; a outra metade não termina a partida.
Como funciona
Sete conselhos disputados simultaneamente por maioria de influência. A cada rodada abre-se uma janela de negociação em que os jogadores podem prometer qualquer coisa — e nada do que for prometido é obrigatório cumprir. O jogo não tem mecanismo de contrato.
É exatamente aí que ele acontece. A pontuação é quase trivial de calcular; a dificuldade toda está em ler quem vai cumprir a palavra.
Por que divide
Jogos que permitem trair funcionam quando a mesa entende que a traição é parte do jogo e não um ato pessoal. Com um grupo que já joga junto há anos, é uma experiência excelente. Com um grupo montado na hora, alguém sai magoado por volta da rodada quatro.
Não é defeito de projeto. É um requisito de contexto que a caixa não comunica.
Duração
A caixa diz 150 minutos. Nas nossas mesas, com seis jogadores e explicação incluída, a primeira partida levou 3h40. A partir da terceira, estabilizou em 2h10.
Veredito
Compre se o seu grupo é fixo e gosta de jogos de negociação. Evite se você joga sempre com composições diferentes — nesse cenário, Mercadores do Porto Antigo entrega tensão parecida sem o risco social.
